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Jaimy Jay – Voyager

Estreia do entusiasta belga dos sons eletrônicos viaja pelo túnel do tempo dos experimentos e das pistas de dança

Por Luiz Athayde

Mais um prato cheio saindo do forno eletrônico. O produtor belga Jaimy Jay acaba de fazer sua estreia discográfica após um punhado de singles e um registro de remixes. O título? Sugestivo: Voyager.

Jaimy Jay (Foto: Divulgação)

Produzido por Xavier Jamaux por vias de seu carimbo Bang Bang & Beats, o disco se encontra inteiramente disponível nas plataformas digitais, mas antes, fazem-se necessárias, algumas considerações.

É fato que a música eletrônica não é gênero que inspira grandes surpresas, mas, ao mesmo tempo, ainda empolga, inclusive quando se alinhado ao pop, a disco music e qualquer coisa que impeça o ouvinte de ficar parado.

No caso de Voyager, o entusiasta por este tipo de som, graças à sua descoberta por Jean-Michel Jarre aos 14 anos de idade – pequeno parênteses em forma de meio traço: o garoto se apaixonou tanto por isso que sua decisão por adentrar no universo eletrônico se deu quando ainda estudava música clássica em um Conservatório – embarcou eu uma máquina do tempo, a fim de viajar por onde, ou melhor, “quando” a mesma ainda se encontrava em desenvolvimento, mas já ditando tendências.

E a reverência não fica somente no monstruoso Jarre. “The Passenger”, um de seus singles mais fortes, é uma luz expansiva e nostálgica ao seminal Giorgio Moroder. Em outras palavras: italo disco clássico, com aquela aura espacial.


De um modo geral, quando se fala em eletrônico retrô, o prmeiro rótulo a vir à cabeça é o synthwave. E as músicas que melhor se encaixam nesse quesito são “Messenger From The Past” e “City Lights”; tão boas quanto o eficazes na proposta oitentista.

Com um leque tão vasto de influências, mais os anos no conservatório, Jay não poderia deixar de flertar com o cinema. “New World” que o diga, com seu viés sci-fi mezzo Michael Cretu, e “The Rise Of The Voyager”, soando como uma espécie de introdução para uma cena desfecho de um drama pós-futurista.

No fim das contas, se você possui um paladar mais tradicional, mas não deixa de conferir novos pratos, este menu belga – e por ora, não estamos falando de EBM! – é o mais indicado; pela sua pegada old school, mas sem parecer como um arroz com feijão mal temperado.

Ouça o álbum abaixo, no Spotify.

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Este post tem um comentário

  1. Julio Caldeira

    Estou pirando nesse som. Muito bom.

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