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Imagem: Vlure, Big Paul Ferguson e Henry Solomon & Logan Kane (Reprodução/Youtube)

Top 20 Class of Sounds: Os Melhores Videoclipes de 2021

E vamos para mais um ano criativo, mesmo com as dificuldades provenientes da pandemia

Por Luiz Athayde

2021 foi um ano marcado por dificuldades, percalços, imprevistos e outros infortúnios, mas, quando não foi? A diferença é que temos uma pandemia na conta. Ainda assim, grande parte da classe artística não parou, e a qualidade dos videoclipes lançados até aqui, provam isso.

Selecionamos apenas 20 de uma infinidade, e de todas as esferas musicais possíveis – e cabíveis no nosso universo. Confira abaixo.


20. Mighty Vinc – Self Talk  (Direção: Zavahm)

Representante da nova safra que se envereda pelo reggae, ragga e dancehall, o artista francês canta em patoá jamaicano (patwa), ou seja, o crioulo de base inglesa, falada inicialmente no país e pelos integrantes da diáspora jamaicana. A locação escolhida para o vídeo foi os belos arredores de Estrasburgo, bem como seu centro urbano.


19. Autoramas + Rodrigo Lima (Dead Fish) –  A Cara do Brasil (Direção: Eduardo Normann)

Não raramente, a combinação de letra, música e vídeo trazem resultados que surpreendem, mas neste caso, a coisa beirou o bizarro, de tão assertivo. Cortesia do Zeitgeist político e a perspicácia de Eduardo Normann ao resumir o país em 58 segundos de uma porrada que só um fechamento desses poderia trazer.


18. Aura Spell – The Garden of Thanatos (Direção: Al Vavallo)

Conexão Brasília-Seattle na mais nova formação darkwave/medieval folk. Al Vavallo, Patrícia Ariel e Pablo Moura compõem o single de estreia que teve produção videoclíptica assinada pelo veterano Vavallo, que, diga-se, não deve para nenhum Ataraxia, no melhor dos sentidos.


17. Jónsi – Mold (Direção: Ingibjörg Birgisdóttir)

Promovendo o álbum Shiver, de 2020 a voz do Sigur Rós convocou Ingibjörg Birgisdóttir para dar vida a montagem feita pelo artista Damian Hale.

16. Cigarras – Ojos Rojos (Direção: Ramiro Pissetti)

Levantando a bandeira (cheia de teias de aranha) do rock de garagem e dos inferninhos de Curitiba, as cigarras paranaenses capricharam na produção de sua maior cartada sônica até aqui.


15. Ignite – The River (Direção: Rob Wallace)

Os californianos do Ignite voltaram com tudo; novo vocalista e dois aperitivos do álbum que sai no próximo ano. E um deles desenha, ou melhor, faz uma montagem fiel à questão da imigração ilegal nos Estados Unidos. Hardcore, melódico, mas sempre crítico.


14. Mike Pride – America’s So Straight (feat. JG Thirlwell) (Direção: Anais Blondet)

O que dizer de uma releitura jazzística para um clássico do hardcore punk? Foi o que o músico americano Mike Pride fez para “America’s So Straight”, da banda MDC. E nada como um vídeo mesclando os dois mundos para dar um gás ainda maior na canção.


13. Žen – Uroni u san (Direção: Shortest Path)

Quando a ideia é boa, basta uma bela locação. E o trio post-rock/dream pop croata Žen só precisava disso para promover seu vindouro álbum de estúdio, ainda sem data de lançamento.


12. Blane Is Lame – Moments (Direção: Blane Is Lame)

Faça você mesmo! E quando já estava feito, o vídeo do artista retrowave norte-americano de Atlanta teve um dos teasers mais insistentes e instigantes do Instagram. Não à toa, ganhou inúmeros seguidores, inclusive no Brasil, aguardando ansiosamente o álbum de estreia, Blue Autumn, ser lançado.


11. Vanishing Twin – Phase One Million (Direção: Noriko Okaku)

Dada é pop, mas sobretudo funk. Há algums meses, a banda londrina antecipava seu novo petardo surrealista, intitulado Ookii Gekkou. Contando com integrantes de várias partes do mundo e de backgrounds artísticos fora de série, a parte audiovisual não era um mote comercial, e sim uma necessidade.


10. Moonspell – All Or Nothing  (Direção: Guilherme Henriques)

Mais uma vez a tal locação se fazendo presente para compor um vídeo de qualidade. E se tratando de Moonspell, não dava para esperar outra coisa. Aqui o diretor usa e abusa de takes íntimos na banda gótica lusitana, ao mesmo tempo que foca no histórico Teatro Chaby Pinheiro em Nazaré, para combinar com a reverência Pink Floyd/Fields Of The Nephilim do single que rege o novo álbum Hermitage, chancelado pela Napalm Records.


9. Tasuta N-Imal (ⵜⵏⵉ) – Fadma – ⴼⴰⴹⵎⴰ (Direção: Nabil Qerjij)

Tradição oral Amazigh – um dos povos mais antigos do continente africano – na empreitada videoclíptica da formação desert blues marroquina Tasuta N-Imal. Na trama, uma  jovem mulher (Fadma) apaixonada pelo seu marido. Seu amor cresce cada vez mais, até ela descobrir que ele se casaria com outra mulher. É então que, devastada, ela reúne forças e parte para assistir ao casamento. Lá, ela recita um poema, a fim de expressar de forma sutil todos os seus sentimentos em relação a esta situação.


8. Henry Solomon & Logan Kane (feat. Louis Cole & Dennis Hamm) – Hits! (Direção: Pedro Bello)

Duas das novas sensações do cenário jazz de Los Angeles juntaram forças esse ano novamente para soltar a segunda parte de Outside World, um emaranhado que inclui muito funk, rock alternativo e interações espaciais oriundas do flerte com a psicodelia. E parte disso foi posto no clipe, que traduz com fidelidade a proposta do saxofonista e seu parceiro baixista.


7. Devoran entre sí – Tus Cenizas (Direção: Ezequiel F. Muñoz e Andrés Gambini)

Este trio new wave/pós-punk argentino lançou um dos registros mais legais do ano, Cadáver Digital. Para o videoclipe, a banda aproveitou os quilos de lã e outras tralhas que estavam jogadas no quintal que lhes foram emprestados, e o resultado pode ser conferido abaixo.


6. King Gizzard & The Lizard Wizard – Catching Smoke (Direção: Danny Cohen)

Qualquer coisa vinda desse bando de australianos loucos (aqui com o sinônimo de criativos), não vai soar nada convencional. Mas essa é apenas uma parte do ingrediente para empolgar. A outra, claro, está nos vídeos. Bobos nem nada, eles convocaram o ganhador do J Awards, Danny Cohen, para compor uma versão alucinada de um programa infantil. Só assistindo.


5. Japanese Breakfast – Be Sweet (Direção: Michelle Zauner)

A compositora Michelle Zauner mostra que os anos 80 estão na moda como nunca, no carro-chefe do álbum Jubilee. Co-estrelando sua versão ‘Arquivo X’, está Marisa Dabice, vocalista/guitarrista da banda Mannequin Pussy.


4. Marcelo Bonfá – Cenários (Direção: Marcelo Bonfá)

Dreampop pede paisagens bucólicas. Especialmente se for em um sítio localizado em Santo Antônio do Rio Grande, Minas Gerais; local escolhido pelo legionário para pensar sobre sua Improvável Certeza.


3. Big Paul Ferguson – The Unraveling (Direção: Cleopatra Records)

O batera do seminal Killing Joke estrou esse ano com Virtual Control. Como o título já diz, se trata de uma larga crítica ou uma ‘coluna musical’ sobre a falta de controle do ser humano ante a tecnologia. O vídeo, bem como o álbum, traz a participação de Mark Gemini Thwaite, amplamente conhecido no cenário dark por trabalhos com gente do mesmo quilate de Ferguson, como Peter Murphy, Gary Numan, The Mission e muitos outros.


2. VLURE – I Won’t Run (From Love) (Direção: VLURE)

A brigada dark/alternativa escocesa VLURE mal apareceu e já virou senação no circuito europeu. Pudera: músicas fortes e com uma carga de emoção que são transmitidas de forma única através das câmeras. O single que antecede o EP de estreia, Euphoria, agendado para 14 de janeiro, que o diga.


1. ACTORS – Only Lonely (Direção: Wayne Moreheart)

Quando o assunto é flertar com o cinema, os atores de Vancouver não brincam em serviço. Capitaneado pelo vocalista e guitarrista Jason Corbett, a banda canadense inundou a classe de 2021 com produções videoclípticas de primeira em prol de seu Acts of Worphip. Enquanto a composição se guia pelo ‘signo’ de Bryan Ferry, a trama homenageia o cineasta americano Oliver Stone, em especial o longa Natural Born Killers, de 1994.

om prod



Menção honrosa: Zephiro – Cosmorandagio (Direção: Simone Serafini)

A brigada new wave italiana Zephiro está nos preparativos de seu disco intitulado Baikonur, mas, assim como muitas bandas, eles liberaram alguns aperitivos. Neste caso, não em forma de um simples vídeo, mas uma homenagem à Laika, a cadela ‘pioneira’, enviada ao espaço por cientistas do regime soviético no satélite Sputnik 2, em 3 de novembro de 1957. Sua morte ocorreu 6 horas depois da decolagem. Também por esse motivo, a letra faz uma crítica voraz ao uso de animais em pesquisas científicas.

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