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Cradle of Filth – Cruelty And The Beast: Re-Mistressed

O que já era excelente, conseguiu ficar simplesmente fantástico

Por Luiz Athayde

Há discos que nascem clássicos e há clássicos que, mesmo ostentando tal título, ainda merecem uma reforma; um prédio histórico que necessita de reparos, ou um upgrade no banheiro da casa, colocando uma banheira melhor para caber mais… sangue.

Foi o que aconteceu exatos 21 anos depois com o registro que impulsionou a falange britânica sinfonicamente black metal Cradle of Filth ao estrelato. O Cruelty And The Beast de 2019 ganhou uma versão Re-Mistressed com produção assinada por Scott Atkins.

Nick, Stuart, Robin, Dani, Gian e Lecter: Cradle of Filth em 1998

Nem sempre (para não dizer: quase nunca), remasterizações dão certo em lançamentos metálicos, mas essa exceção beira a perfeição. A crueldade foi reeditada não apenas com uma nova masterização, mas incluindo nova mixagem, como se a banda tivesse regravado todo o material, mas sem deixar suas características principais, como reiterou o líder Dani Filth:

“Cruelty And The Beast’ é considerado um marco na carreira de CRADLE OF FILTH, uma combinação de histórias atmosféricas e canções viscerais e surpreendentemente cruéis. Esta edição de 21 anos reforçou essas músicas com um peso adicional, melhorando soar consideravelmente com uma mistura mais quente e vigorosa, tornando-a um item obrigatório para fãs de longa data e para iniciantes”.

Inclusive, até a capa foi motivo de preocupação. Em conceito inspirado na sanguinária condessa húngara Elizabeth Bathory, a arte mostra uma modelo de olhos fechados e  seu corpo levemente contorcido em uma banheira de sangue, diferente da original onde a mesma se encontra na banheira, com olhar fixo para o “espectador”.

Marco na carreira, e um quê de nostalgia. Há quase tanto tempo quanto o lançamento do álbum, Stuart (guitarras), Gian (guitarras), Robin Graves (baixo), Lecter (teclados) e Nicholas (bateria) já não compõem o time de músicos da empreitada de Dani. Ashok, Rick Shaw, Daniel Firth, Lindsay Schoolcraft e Marthus ocuparam os cargos e encerraram recentemente uma extensa turnê intitulada Lustmond and Tourgasm, que incluiu datas no Brasil, tocando Cruelty And The Beast na íntegra.

Daniel, Marthus, Dani, Lindsay, Ashok, Rick: Cradle of Filth em 2019

Na verdade, para atingir o patamar da perfeição, só faltava mesmo uma produção à altura das inspiradíssimas composições – quem vivenciou o período sabe que foi também o começo de uma onda de ódio por parte dos fãs e bandas mais radicais de black metal –, a fim de se manter no panteão dos bons sons extremos. Clássico novamente.

Ainda:

+ Como se não bastasse, o cover de “Hallowed Be Thy Name”, do Iron Maiden figurou como faixa extra no disco, devidamente “Re-Mistresed”.

Ouça Cruelty And The Beast: Re-Mistressed no Spotify:

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