Tom Zé tem segundo álbum relançado em vinil

Clássico registro do compositor e experimentalista baiano ganha nova vida via Polysom

Por Luiz Athayde

A bola da vez da série “Clássicos em vinil” é o segundo álbum do cantor, compositor e experimentalista Tom Zé. Originalmente lançado em 1970 pelo carimbo RGE, seu autointitulado registro ganha, neste mês de março, reedição limitada em LP 180 gramas.

Contando com produção assinada por João Araújo (1935 – 2013), o disco já mostrava o artista nordestino como uma outra via para à música brasileira, assim como seu desprendimento com o tropicalismo – movimento constantemente associado à sua obra –, embora a música “Qualquer bobagem” mostre sua conexão com os Mutantes.

Outras parcerias incluem: dueto com Baby Consuelo (hoje conhecida como Baby do Brasil), em “Jeitinho Dela”, e arranjos divididos com Chiquinho de Morais, Roberto Azevedo e Hector Lagna Fietta (1913 – 1994).

Além das 12 faixas fluídas do disco, a nova chancela também preservou a arte da capa, assim como o texto da contracapa, revelando Tom Zé não somente como um mestre no jogo de palavras, mas um provocador singular.

“As melhores ideias deste disco, devem ser divididas com os meus alunos de composição da SOFISTI-BALACOBACO (muito som e pouco papo) e com Augusto de Campos. Foi, por exemplo, um exercício proposto a Ricardo Silva e Ciumara Catto (Limeira-SP) o ponto de partida que nos levou a “Guindaste a Rigor”. Elio Manoel e Aderson Benvindo (parceiro em: Lá vem a onda”) que trabalharam quase com febre; Beto Matarazzo e Durval do “SESC”, que têm um senso crítico muito agudo; João Araújo, Lais Marques e Valdez, parceiros em “Distância” e “Jimmy Renda-se”; todos ajudaram muito.
Aproveito a ocasião para informar que a Prefeitura de São Paulo não me pagou até agora o prêmio do 1º lugar (São Paulo, meu Amor) do Festival da Record de 1968 e até começou a dizer que não assumiu esta obrigação.”

Essa não é a primeira reedição do clássico álbum de Tom Zé; em 2014 o selo britânico Mr Bongo soltou o autointitulado em vinil e, no ano seguinte, em CD. Já no Brasil a Som Livre relançou o mesmo em CD no ano de 2016. A primeira prensagem em Compact Disc data de 1994 via carimbo Prestigio.

Deixe um comentário