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New Order: neste dia, em 1981, “Movement” era lançado

Mesmo com as brasas do Joy Division ainda queimando, o trio remanescente resolveu seguir em frente

Por Luiz Athayde

Mais um aniversário de uma das estreias discográficas mais doídas do mapa sônico. Assinando como New Order, o guitarrista (agora assumindo também os vocais) Bernand Sumner, o baixista Peter Hook e o batera Stephen Morris mais sua namorada Gillian Gilbert, no comando dos teclados, lançavam seu primeiro álbum, Movement.

O suicídio de Ian Curtis, vocalista do Joy Division, ainda estava recente, mas apesar do misto de choque, raiva e tristeza pela perda do amigo, o grupo resolveu seguir em frente com um outro nome, e consequentemente dar continuidade à sonoridade já esboçada no clássico single “Love Will Tear Us Apart”.

Embora faixas como “Dreams Never End”, “Truth” e “The Him” mostrem que levaria um certo tempo para se desvincular do grupo de outrora, o álbum, como um todo, denota uma clara evolução, especialmente pela adição de mais elementos eletrônicos.

New Order ao vivo em Nova York, 1981. (Foto: Eugene Merinov)

As músicas que deram a ignição à nova carreira do grupo foram as que ficaram de fora do disco: “Ceremony”, inclusive chegando a ser executada no último show do Joy Division duas semanas antes do suicídio de Curtis, e “In a Lonely Place”, uma das mais dark da banda.

A produção de Movement  contou com Martin Hannett (Joy Division), no Strawberry Studios entre 24 de abril e 4 de maio de 1981; já a capa foi desenhada pelo companheiro Peter Saville, que carimbou sua marca tanto com a banda anterior, como iria assinar vindouras capas do grupo.

Em entrevista para o fanzine Artificial Life em 1982, o grupo comentou a respeito do trabalho do produtor: “Nós estávamos felizes com as músicas, mas não com a produção num todo”. O baixista Peter Hook explicou melhor anos mais tarde: “Estávamos confusos musicalmente … Nossas composições não estavam se juntando. Não sei como conseguimos sair dessa. Na verdade, gostei de Movement, mas sei por que mais ninguém gosta. Foi bom nos primeiros dois minutos e meio e depois afundou”, disse.

Com lançamento mundial via Factory do saudoso Tony Wilson em LP e Cassete. No Brasil, Movement  só saiu nos mesmos formatos em 1990. As primeiras edições em CD saíram no Reino Unido e Japão, e nos Estados Unidos em 1987; todos pela Factory.

Das reedições especiais, destaque para a Collector’s Edition lançada em 2008 em CD duplo, contendo o álbum remasterizado mais singles e b-sides daquele período (1981).

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