Lord Wind anuncia fim de hiato com novo álbum

Projeto paralelo de Rob Darken ressurge das florestas com um novo disco para o fim desse mês

Por Luiz Athayde

O multi-instrumentista polonês Rob Darken (Robert Fudali)anunciou o fim do longo hiato de seu projeto darwave/folk Lord Wind. The Forest Is My Kingdom irá suceder Ales Stenar, lançado em 2012 e irá contar com uma nova formação. Além de Rob e sua esposa e vocalista Olga Fudali, ainda acompanham Katarzyna Nowosadzka, Pawel “Lumir” Semrau e Arkadiusz “Aro” Jęczmionka, entre vocais inúmeros outros instrumentos antigos da Europa e do Oriente Médio.

Outra novidade no vindouro lançamento será o uso real desses instrumentos, abandonando de vez os samples dos álbuns anteriores, enriquecendo ainda mais a atmosfera medieval do grupo. Em comunicado oficial, Darken comentou os novos rumos:

“Pela primeira vez, as vozes celestes das ninfas preencherão a música de Lord Wind com palavras cheias de feitiços e sabedoria antiga. Música nova e ao vivo, cheia de luz e fôlego da floresta. Energia e vida encantada em músicas, uma cara completamente diferente da música folclórica. As músicas do antigo Lord Wind em novas versões acústicas e composições completamente novas criadas por um novo line-up. As músicas não são apenas em polonês, mas também em outros idiomas, começando com o sueco antigo, terminando com inglês e russo! ‘The Forest Is My Kingdom’ é o começo de um novo caminho da banda. Ele contém principalmente novas composições. Em um estilo folk, mas vagando em algum lugar entre música étnica e antiga, medieval.”

Confira a capa e a lista de músicas:

1 – Chants on the Forgoten Palace
2 – Severnyj veter
3 – Leshy
4 – Czarny kruk
5 – Królowa Śniegu
6 – Oj moroz moroz
7 – Drzewo przodków
8 – Pagatinga
9 – Rusalki
10 – Cult of Seth
11 – Herr Mannelig

Formado em 1994, Lord Wind foi uma via paralela criada por Rob Darken, também líder do Graveland para focar exclusivamente em música folclórica/medieval e cinematográfica. Com álbuns profundos, mas ainda rudimentares, seus primeiros trabalhos eram praticamente como uma “one man band” e também influenciados pelo darkwave. Com o passar dos anos, o radicalismo dos dias iniciais do black metal noventista foi dando lugar a novas visões de mundo, assim como um novo “approach” em suas raízes polonesas, notadamente refletida em seus últimos trabalhos.

Seu último registro discográfico foi Dawn of the Iron Blades, com o Graveland, sucedendo um álbum ao vivo na Guatemala, da turnê latina que quase passou pelo Brasil em 2017 – cancelada pelos produtores locais por motivos “políticos”. 

The Forest Is My Kingdom já se encontra disponível no Bandcamp e também via pré-venda, acessado este link.

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