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Kiethevez encerra hiato voltando às origens com o novo EP “Binary”

Banda synthpop sueca mostra onde se sente mais sonicamente confortável

Por Luiz Athayde

Bem como apareceram, sumiram… e voltaram. Uma das formações synthpop mais legais e consistentes surgidas na década de 90, Kiethevez, retornaram no fim de 2021 com um pequeno, mas expressivo registro: Binary.

Kiethevez (Foto: Divulgação)

A última vez que Tomas Amneskog (teclados)Per-Henrik Petersson (teclados, guitarra)Jesper Palmqvist (vocais, guitarra) e Jörgen Falmer (teclados) deram as caras foi em 2008 com Non-Binary; um álbum de sonoridade mais requintada, como os vizinhos noruegueses do A-ha.

O tempo passou e a medida que as pessoas iam descobrindo seus trabalhos – inclusive através do nosso  “Você Precisa Ouvir”, quando indicamos o fantástico ‘Opium’, de 1997 – elas se perguntavam e também ao grupo em sua página oficial no Facebook, quando iriam retornar com material inédito.

E a espera valeu a pena. Ainda que pequeno, o novo trabalho dos suecos da terra do death metal (Gotemburgo) fizeram trips temporais periódicas entre a era clássica do pop sintetizado, e o que se faz nos dias de hoje. Mas não teve jeito: basta ouvir que você percebe que é o Kiethevez.

Obviamente, a conexão inevitável com o Depeche Mode e seus correligionários se faz mais presente do que nunca, mas esse sempre foi um dos grandes atrativos. “No” dá a ignição para uma estrada que se mescla entre o seminal Violator (Depeche Mode) e A Bath Full of Ecstasy, do Hot Chip, mas com muito mais drama.

 “Snow” traz ecos do último disco cheio dos caras. Tão melodioso quanto, só que muito mais eletrônica, como se Morten Harket fizesse uma ponta em algum trabalho do De/Vision. Por outro lado, “Monochrome” se mostra como um elo perdido entre os álbuns Three Empty Words e Opium, inclusive nos timbres e no seu desenvolvimento de uma sonoridade dark para um apelo pop/cinemático de mote radiofônico.


A hora e a vez do electropop chega no finalzinho; “Visionless”. Não é o melhor momento da carreira deles, mas cumpre seu papel como uma boa chamada para apresentações ao vivo. Aliás, quando essa pandemia vai acabar?

Enquanto isso não acontece e eles não demonstram sinais de uma possível turnê, o fã ardoroso de música pop eletrônica pode se saciar à vontade com este play estendido, que traz todos os elementos conhecidos notáveis da falange sueca, sem deixar de abrir caminho para novas possibilidades, afinal, se trata do “EP01”; código para recomeço.

Ouça Binary abaixo, no Spotify.

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