Ian Curtis: algumas curiosidades sobre a voz do Joy Division

Se estivesse vivo, Ian Kevin Curtis faria aniversário. Leia algumas coisas que você não sabe sobre o icônico cantor

Por Luiz Athayde

Hoje Ian Kevin Curtis, mais conhecido por ser a voz – além de letras e guitarras – do seminal Joy Division completaria mais um ano de vida; como é sabido pela esmagadora maioria de seus fãs, através do filme Control e o documentário Joy Division, como viveu e, principalmente, morreu o icônico cantor aos 23 anos de idade.  

Mas a ideia é celebra-lo em vida, ao invés de lembrar sua morte. Por isso selecionamos algumas curiosidades sobre Ian Curtis que podem ter passado batido, mesmo pelo mais xiita dos fãs.

Confira:

1. Desde cedo Ian tinha tino de artista. Quando moleque, inventou de ser um dublê montando um trenó de madeira com uma almofada de aterragem. Com um capacete, pulou do telhado de uma garagem; fim de apresentação com o dublê espatifado.

2. Sem grana para vícios ou lazeres, Ian costumava ir em um mercado no centro de Macclesfield catar cigarros, bebidas e até mesmos discos, sua maior paixão, embaixo de seu sobretudo cinza.

3. Certa vez foi forçado a visitar idosos como parte de um trabalho escolar. Sem perder tempo, roubava remédios de moradores para fins “recreativos”. Numa dessas, detonou seu estômago por ingeri-los em demasia.

4. O cantor iria influenciar o gótico de qualquer maneira; Ian era alérgico ao sol. Ao ficar muito tempo exposto aos raios solares, suas mãos se avermelhavam e inchavam como se fosse uma luva de borracha.

5. Curtis quase foi um gigolô. Quase. Ao responder um anúncio de trabalho para jovens em Londres, descobriu que era voltado apenas para senhoras mais velhas. E mudou de ideia.

6. Antes da carreira no Joy Division, trabalhou em uma loja de discos no Manchester City Center e se estabilizou por um curto período trabalhando como funcionário público.

Ian Curtis na festa do trabalho em 1977

7. Embora Unknown Pleasures seja um dos álbuns mais importantes de todos os tempos, Ian passou grande parte daquele período no perrengue. Após gravar o disco, fez alguns bicos limpando o estúdio para ter algum dinheiro extra.

8. Ao contrário da aura sombria criada especialmente após sua morte, Ian adorava piadas e sempre estava envolvido nas molecagens da banda. Entre as muitas peripécias, xixi em cinzeiros de hotel e larvas vivas no palco do Buzzcocks enquanto em turnê com eles.

9. Antes de se chamar Joy Division a banda tocava sob a alcunha Warsaw, nome tirado da música “Warsawa” do álbum Low, de David Bowie.

10. Antes de colocar seus vocais no estúdio, Curtis costumava ouvir a música uma vez e depois gravava com as luzes apagadas. Às vezes tinha as letras em uma folha no estande, mas sempre as cantava de cabeça.

11. Para alcançar o efeito desejado, o produtor Martin Hannett gravou os vocais de Curtis de “Insight” para Unknown Pleasures em uma linha telefônica. Algumas das outras atividades não ortodoxas de Hannett incluíam gravar o som de batatas fritas sendo comidas, guitarra tocada de costas e uma garrafa sendo quebrada.

Martin Hannett

12. Curtis estava tão feliz com o resultado de Unknown Pleasures que ele não queria dar sequência ao álbum. Por outro lado, o medo da sair em turnê pelos Estados Unidos só piorou a sua já debilitada saúde mental.

Selo do vinil de Unknown Pleasures (Imagem: Collectors Room)

13. Sua música predileta para abrir os shows era “Dead Souls”.

14. Quando começaram a namorar, Ian Curtis e Deborah Woodruff tinham 16 anos, em 1972. Se casaram antes de Deborah completar 19 e tiveram Natalie em 16 de abril de 1979; hoje uma conceituada fotógrafa na Inglaterra.

15. Ian e Deborah tiveram uma cadela da raça Border Collie chamada Candy, tirada da música “Candy Says” do The Velvet Underground.

Ilustrativo (Imagem: Patricia McConnell)

16. Ian Curtis também se amarrava num reggae. Em Touching From a Distance, livro de memórias de Deborah Curtis, ela revela que em 1975 Ian estava imerso na música jamaicana, com nomes como Bob Marley e Toots & The Maytals figurando sua variada coleção de discos. Sua música predileta era “Turn The Heater On”, de Keith Rudson.

E é com o primeiríssimo lugar nas paradas independentes britânicas e a nada festiva “Love Will Tear Us Apart” que esta lista se encerra. Lembrando Ian Curtis.

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