Assista 10 shows completos de atos nacionais enquanto está trancafiado

Atos nacionais e gringos, para quase todos os gostos

Por Luiz Athayde

Apeles é o codinome do cantor e compositor paulista, Eduardo Praça aqui divulgando seu mais recente álbum, o classudo dreampop de baixas temperaturas, Crux.


Conhecida como Mahmundi, a carioca Marcela Vale esbanja criatividade quando o assunto é mesclar suas infinitas influências, que vão do synthpop a mpb, e além.

 

De alcunha sintomática, a molecada do Gastação Infinita é oriunda da cidade capixaba de Cariacica, e seguem o prisma do groove e da psicodelia, com letras em português, referendando a cultura local em uma curta, mas enérgica apresentação.


Brasilienses com origem no meio cristão, o pessoal do Amen Jr ultrapassou as fronteiras dogmáticas para alcançar voos ainda maiores com sua música extremamente influenciada pelo melhor do pop dos anos 80. Apresentação sob chancela de Clemente Tadeu (Inocentes/Plebe Rude).


Bianca Gismonti dispensa apresentações, ou, no máximo, em poucas palavras. Filha do necessário Egberto Gismonti, a compositora e pianista se divide entre composições próprias, da dupla Jobim/de Moraes e claro, seu pai, em um pocket show de arrepiar a alma.

 

Contribuindo com o caldo nordestino da lista, Karina Buhr apresenta um showzaço no Teatro Oficina, em São Paulo, destilando doses cavalares de rock e uma leitura própria do originalíssimo manguebeat., extraído de sua discografia iniciada em 2010, com o álbum Eu Menti pra Você.


O Molho Negro é uma banda de Belém do Pará nascida na classe de 2012, e representa não somente com pungência a enorme geografia nortista, como o rock básico de sujeira, refrões grudentos e, lançando mão do clichê, sem frescura.


Pegando ainda mais pesado, de forma mais violenta e com letras inspiradas no Zeitgeist, os santistas do Surra mesclam a crítica social e a violência do punk à correria do thrash. Apresentação sem tempo para respirar.


Vila Velha entrou para mapa sônico do Brasil graças as bandas de hardcore que outrora dominaram o cenário local, mas o Rising Bones, do veterano cantor e compositor Marco Cypreste, veio para provar que o “Classic Rock” não só tem vez, como é produto de exportação; vide seu recente álbum de estreia, Upside Down.

 

Banda sui generis do perímetro nacional, o ABC Love simplesmente deu um tapa nos que estiveram presentes na 9ª edição do Balaclava Fest, em São Paulo, através do telão, enquanto os roadies preparavam o palco principal para a estreia do Ride no Brasil.

Deleite carnal em quase 30 minutos de canções fantasmagórica, inspiradas nas antigas trilhas de filmes eróticos, sob a chancela do sensual vocalista e guitarrista Gevard DuLove.

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