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Foto: Divulgação/Press

Alix Tucou faz leitura musical de escultura de Alberto Burri com a inédita “Cretto”

Trombonista francês de jazz segue com seu projeto Technology and Bones

Por Luiz Athayde

Reinvenção é uma das palavras do qual seu significado é mais levadas à risca pelo artista de jazz Alix Tucou. Tendo performado músicas de Frank Zappa com LPJZ e Ike Willis, e ajudado a compor sons eletrônicos com a formação United Fools, o trombonista francês resolveu seguir adiante ao lançar mão de um novo projeto: Technology and Bones.

Neste, ele criou a série Music on Canvas, onde faz uma conexão direta entre música e obras de artistas lendários. A bola da vez foi a Cretto di Burri, escultura do italiano Alberto Burri criada em 1984.

Cretto di Burri ou “Cretto di Gibellina”, de Alberto Burri, 1984. (Imagem: Reprodução/Youtube)

Musicalmente ela se intitula como “Cretto”, e revela uma espécie de continuação da ideia surgida no álbum Portraits, de 2021. “… encontrei uma fonte infinita de inspiração musical através do espectro dos artistas visuais e da Arte Contemporânea”, diz o músico e experimentalista radicado em Nova York, EUA. “Pareceu-me muito interessante tentar criar uma pintura musical imaginativa representando a obra de um artista visual ou o próprio artista visual.”

Em outras palavras, art pop no seu melhor: música complexa pintada com texturas simples, palatáveis a qualquer tipo de público. E Tucou gostou tanto da ideia que vem mais por aí. Ainda esse ano ele irá soltar um EP com novas fotografias musicais de artistas visuais como Yves Klein, Niki de Saint Phalle, Paul Cezanne, Rene Magritte, e Jan Kounellis.

Por ora, vale a muito apreciar esta pequena obra sônica, feita regida por uma sensibilidade tão ímpar quanto envolvente, e que instiga o receptor a querer mais. Ouça a seguir:

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