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Vlure – Euphoria [EP]

Intensidade segue sendo a palavra de ordem da formação rock/eletrônica de Glasgow, Escócia

Por Luiz Athayde

E os escoceses do VLURE acabaram de soltar mais um aguardado trabalho. Desta vez, um EP, chamado Euphoria.

VLURE (Foto: Divulgação)

Ainda carregando todo o hype do single de estreia, Shattered Faith, lançado em 2021, o pessoal de Glasgow, com cara de poucos amigos, soltou um registro de 5 faixas praticamente distintas entre si, mas com um forte ponto em comum: a intensa atmosfera emanada das performances.

E isso sem mencionar a parte visual; como os videoclipes de “Show Me How to Live Again” – que já pelo título, ‘Mostre-me como viver novamente’,  já dá para ter uma ideia do tema –, “I Won’t Run” e a faixa-título. A primeira, além de abrir o play, também serve como uma espécie de ilusão para aqueles que acham que se trata exclusivamente de um banda eletrônica. Ela possui traços de EBM (Electronic Body Music), mas é claro que a coisa vai além…

Logo em seguida, “Heartbeat”. De longe, é a que mais se enquadra em uma pista de dança. São os corações de Hamish Hutcheson, Niall, Conor Goldie, Alex Pearson e Carlo Kriekaard batendo em sintonia com o caos do hoje, resultando em uma das maiores potências sonoras desse começo de 2022. Future pop pós-apocalíptico.

“The Storm” é quase uma montanha russa, ao menos é a sensação que passa, especialmente quando Hamish entra em cena se entregando totalmente à canção em modo spoken word, na medida que a mesma cresce realmente como uma tempestade. Musicalmente, “I Won’t…” segue na direção contrária, ao trazer um delicioso apelo radiofônico. Grande faixa!


Não bastasse isso, a banda encerra com o que agora é eleita pelos fãs como o pequeno hino da breve, mas promissora discografia. “Euphoria” traz elementos melodiosos de brigadas seminais dos anos 80 como Simple Minds e Psychedelic Furs, só que, importante dizer: soando atualíssimo.

De fato, o tempo é o melhor juiz para determinar o destino de uma obra, e todo cuidado é pouco ao lidar com bandas que estão sob fortes holofotes. Mas dado os passos que o VLURE vem dando, ou seja, sem desespero mercadológico e lançando seus trabalhos em um formato de cada vez, as chances de consistência na carreira são grandes desde já. E estaremos em órbita para discos tão pungentes e inspiradores como esse.

Melhor do que dar nota 10 para Euphoria, é dizer apenas: ouça sem contraindicações. Abaixo, no Spotify.

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