Signo 13 – Animal Ancestral [EP]

Signo 13 – Animal Ancestral [EP]

Banda do músico brasiliense Felipe Rodrigues sucede o álbum ‘Serpentário’

Por Luiz Athayde

Se formos buscar alguma referência, o vocalista e multi-instrumentista Felipe Rodrigues é uma espécie de Gabriel Thomaz (Autoramas) do pós-punk; dada a quantidade de projetos que ele se envolve, ou, no português bem claro e popular: por não conseguir ficar parado.

Vox Lugosi, Os Gatunos, Monomotor Estéreo e Under the Ruins são apenas algumas das “coisas” que o músico brasiliense faz quando não está ocupado com lives ou mesmo editando vídeos. Mas a banda que atualmente vem tomando seu tempo e coração é o Signo 13. Não bastasse lançar uma série de singles entre 2019 e o pandêmico ano de 2020, até culminar no disco cheio Serpentário, agora o retorno se dá com o EP Animal Ancestral.

O registro é configurado com três faixas: “Luz e Sombra”, “Fogo e Gelo” e “Ritual e Sacrifício”; todas interligadas por cenas do documentário A Species Odyssey (Odisseia da Espécie), de 2003, do diretor francês Jacques Malaterre, e imagens históricas, inclusive, aliás, principalmente brasileiras.

Bem como a história retratada no filme, ou seja, da humanidade, o play discorre sobre nossos ancestrais, trazendo algumas das suas já conhecidas características sônicas; a pegada rudimentar oriunda do punk, mas com uma aura dark, quase deathrock.

Os vocais distantes de uma afinação estilo Jaz Coleman (Killing Joke) por exemplo, também contribuem para isso, incluindo o tempero a mais, assinado por Luciana Ribeiro, resultando em momentos até hipnóticos pela repetição dos riffs. E é disso mesmo que se trata: se quer pop, procure tempos mais modernos.

No quebrar das pedras, Animal Ancestral vale a pena pela jogada genial de casar música e imagem; de ativar os sentidos ao ouvir um som de cerne garageiro, e, ao mesmo tempo, trazer um desabafo reflexivo ante o Zeitgeist tupiniquim.

“Assista” o EP na íntegra abaixo, ou ouça pelo Bandcamp.

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