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Projeto post-rock BMA promove ambiências em seu álbum de estreia “Ephemeral”

Parte técnica do registro traz assinatura do engenheiro de som ganhador do Grammy Dave Collins

Por Luiz Athayde

A sonoridade melódica, cristalina e cinemática já denota o viés post-rock. É por esses lados que o músico francês radicado no Canadá, Bruno Margiotta, passeia, através de seu projeto BMA.

Ephemeral é o registro de número dois de sua discografia em contrução, e configura enfim, um álbum. Aqui composto por 9 faixas. O álbum contou com masterização assinada por ninguém menos que Dave Collins, engenheiro de som ganhador do Grammy e com uma parcial de causar inveja. Nomes dos mais variados já tiveram trabalhos assinados por ele: de Warrant a Zélia Duncan; de Smithereens a Procol Harum; De La Tierra a Bad Religion.

Mas, embora tenha trazido um nome de peso para a parte técnica, o resultado chama a atenção por não querer inventar a roda. Claro que há, em uma posição natural dos primeiros trabalhos, de prover uma tentativa de assinatura própria guiada por referências explícitas e (ou) ocultas. Mas o disco é recheado de ambiências que por vezes soam familiares ao principal nome deste gênero, God is an Astronaut, ao mesmo tempo que surgem nuances nos moldes (Jean Michel) “Jarre” e outras viagens espaciais.


Em outras palavras, apenas sinta a pegada do rock progressivo e alternativo, visualize as nuvens ambient e entre em uma das trips mais notáveis dos últimos meses; com alguns solos, tempos e contratempos, mas sobretudo sob uma aura extremamente cativante.

É o que está rolando de melhor na praça dos sons palatáveis, mas que ainda necessitam holofotes mais orgânicos para florescerem no voraz e ao mesmo tempo efêmero mercado sônico.

Ouça Ephemeral na íntegra a seguir:

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