King Gizzard & The Lizard Wizard – Butterfly 3000

King Gizzard & The Lizard Wizard – Butterfly 3000

Chegou a vez de flertarem com a música eletrônica… do jeito deles

Por Luiz Athayde

E lá vamos nós para mais disco do King Gizzard & The Lizard Wizard… em 2021, diga-se! Quem esperava algo como uma trilogia, já que K.G., de 2020 e L.W., lançado em fevereiro possuem certas similaridades.

Mas, em Butterfly 3000, as coisas são diferentes, só para variar. Aqui as influências eletrônicas são a máxima, mas com motes que vão mais para o space rock, também para usar proveito de doses usuais de groove e psicodelia.

O dinamismo e a fluidez das faixas também continuam intactas; as mesmas discorrem quase como se fossem uma coisa só, e é  nas entrelinhas que o registro se mostra interessante.

“Yours” possui aquele típico andamento hipnótico que ajudou a fazer o que a banda é hoje, graças também aos vocais do guitarrista, vocalista e líder Stu Mackenzie, que aparecem ainda mais angelicais e melódicos aqui. O “bate-papo” entre o baixo e os violões contribuíram apenas para envolver ainda mais.

“Shanghai”, como o nome já diz, é uma viagem à China, mas com o modus operandi pop da banda Aussie de Melbourne. Em contrapartida, temos “Blue Morpho”, que abre como um dreampop misterioso e desbanca num quase Techno marciano.

“Interior People” traz aquela sensação de que já ouvimos isso em álbuns anteriores, e isso está longe de ser ruim. Pelo contrário, ela soa ainda mais profunda graças ao seu apelo melódico. Algo entre o balanço/folk dos anos 70 se encontrando com os aparatos eletrônicos dos 80.


E se existia alguém parado até agora, “Catching People” vem para mudar esse quadro. Assertivamente escolhida para o videoclipe, ela é nada menos que um hit pronto.

Se mantendo em órbita com as outras composições, a faixa-título, que por sinal faz o encerramento, aponta o fim de uma pequena saga espacial que para uma parte 2, só aguardado mesmo para saber. E nada melhor do que esperar ouvindo este que é talvez o melhor momento desde Nonagon Infinity  (2016) no que diz respeito a homogeneidade e no jeito que as músicas cativam. “Discaço”.

Ouça Butterfly 3000 no Spotify.

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