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Foto: Reprodução/Facebook

Baixa no Pós-Punk Nacional: morreu Eduardo Amarante, guitarrista das bandas Zero, Azul 29 e Agentss

Nenhuma informação relacionada a causa da morte foi revelada

Por Luiz Athayde

Mais uma triste notícia, agora vindo do nosso próprio quintal, o Brasil. O guitarrista paulista Eduardo Amarante, conhecido por seus trabalhos nas bandas Agentss, Azul 29, e sobretudo Zero, faleceu nesta segunda-feira (21/02). Quem divulgou a informação, sem revelar a causa da morte, foi o cantor e compositor Guilherme Isnard, um de seus companheiros de banda, através de seu perfil oficial no Facebook.

“O Brasil perde hoje um de seus maiores guitarristas”, começa a nota. “O  bom gosto e o fraseado elegante, a economia de notas e a busca incansável pelos acordes perfeiros, os bends inigualáveis e a timbragem personalíssima de Eduardo Amarante e sua Les Paul  foram grandes responsáveis pela identidade sonora da formação “Clássica” do ZERØ.”

Leia na íntegra abaixo:


Seus ex-colegas do Azul 29 também soltaram uma nota informando a partida do músico: “É com tristeza que informamos o falecimento de Eduardo Amarante, guitarrista do Azul 29 e que integrou também os Agentss e o Zero. Sua contribuição para o rock e a música eletrônica no Brasil permanece. Nossos sentimentos aos amigos e familiares.”


Enquanto o movimento punk fazia sua parte como uma expressão de revolta ante a tudo que acontecia na esfera política e social, Amarante mirava para o futuro com a formação new wave, Agentss, registrando os compactos Agentss (1982) e Professor Digital (1983). Com a dissolução da banda, sua próxima parada foi o Azul 29, dos seminais Metrópole (1983) e Video Game (1984).  

Ainda assim, nada que se comparasse a exposição adquirida com o Zero. Integrando o período mas inspirado do grupo, gravou os trabalhos mais brilhantes e cultuados do rock nacional: Passos No Escuro, de 1985 e Carne Humana, editado em 1987.

E tudo isso, fruto de uma miscelânea de influências, que iam do blues ao neoclassical darkwave; da música eletrônica mais pop ao experimentalismo exacerbado, como o próprio revelou em entrevista concedida para o portal Reidjou em 2008:

“… há uma linha que inicia em Moody Blues, Bowie, Lou Reed, Genesis com Gabriel, Yes, Strawbs, Steve Hillage, Focus, Magma até a grande ruptura Joy Division, Cure, Sound, Ultravox Chamaleons, Legendary Pink Dots, Dead Can Dance, passando por Bowie de novo, pois é incrível como se renova, até Radiohead… enfim acho que já é uma pequena amostra pois com certeza esqueci de várias.”

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