Você Precisa Ouvir: Ollie Wride – Thanks in Advance (2019)

Você Precisa Ouvir: Ollie Wride – Thanks in Advance (2019)

Para fãs de “Sessão da Tarde” e afins

Por Luiz Athayde

Que os anos 80 nunca saiam de moda! Desde que continue inspirando trabalhos seminais no âmbito musical. Que o diga Brandon Flowers com seu The Desired Effect, de 2015, obviamente já constando no você precisa ouvir.

Mas, enquanto eu tentava te convencer do porquê de ouvir esse discaço solo da voz do The Killers, um outro artista debutava com uma pedrada ainda maior: Ollie Wride.

Ollie Wride (Foto: Randy Jacob)

Conhecido pelo sucesso cult de 2016 “Running In The Night”, resultado de uma colaboração com o projeto synthwave FM-84, o cantor britânico começou a pavimentar seu caminho especificamente em 2018, com uma trinca de singles: “Overcome”, “Never Live Without You” (duas primeiras faixas da estreia discográfica, respectivamente) e “The Driver”.

Mas foi em 2019 que ele deu a grande cartada. Ou, ao menos, a primeira. Thanks in Advance  é tão nostálgico que há momentos que a gente se pergunta se não estamos mesmo nos anos 80. Parece exagero e provavelmente já escrevi isso algumas vezes, mas é exatamente ESSE o sentimento logo ao apertar o play.

Para melhorar, ele me aparece com uma bomba vinda direto do passado. “Back to Life” é hit pronto; abertura, refrão em cima de um groove nos melhores moldes “Sessão da Tarde” e camadas vocais que não te soltam por nada. Não foi à toa que ganhou videoclipe.

Nem preciso dizer pela milésima vez, especialmente se você for um viciado em música dos anos 80, que havia uma regra subliminar (só pode) na gravação de vídeos de música: à tarde; de preferência caminhando para o fim. Além da luz ser melhor, dá aquele tempero especial no drama caso se trate de uma balada. E “The Rising Tide” seria mais uma faixa perfeita para uma produção na praia. Quem sabe um dia.

Agora imagine uma abertura de série de TV (daquela década, obviamente) em uma rodovia ensolarada. Pois é, duvido se “Miracle Mile” não seria a vinheta se feita 1987. “Luna” é outra das lentinhas que despertam imediatamente uma cena de filme. Dessa vez, uma comédia romântica. Pode ser Sixteen Candles  (Gatinhas e Gatões, 1984),  Pretty in Pink  (A Garota de Rosa Shocking, 1986) ou o que vier à cabeça.

Sem perceber, estou fazendo um faixa a faixa aqui, embora isso não seja do meu apreço. Mas vamos lá, já estamos caminhando para o fim (infelizmente) com “I’m a Believer”. Como o título denota, o clima é de esperança, por isso seu refrão é para lá de envolvente. O mote é pop, mas sua atmosfera beira ao AOR. Fantástica.

“Hold On” é mais uma das faixas de “baixar a bola”, mas longe de ser enjoativa. Cara de cena final – romântica, diga-se – de um sci-fi regado a muita ação. A já citada “The Driver” traz canja de Josh Dally, mais conhecido pelo projeto The Night Hour. Encerramento tipicamente new retrowave, com toda a estética que lhe cabe.

Independente da sua idade, você precisa ouvir Thanks in Advance por se tratar de um disco bem feito de synthpop, com músicas que te induzem a várias emoções e cenas (isso mesmo, cenas) vividas ou que gostaria de viver.

É claro que isso não se aplica a quem não possui tanto apego temporal, podendo inclusive achar que viajei demais. Mas é exatamente isso que a música de Ollie Wride proporciona: uma trip das boas.

Ouça o álbum completo no Spotify.

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