Grooving in Green: “É estúpido medir o sucesso por curtidas nas redes sociais”

Grooving in Green: “É estúpido medir o sucesso por curtidas nas redes sociais”

Primeira entrevista para o Brasil com uma das bandas mais ativas da cena gótica britânica

Por Luiz Athayde

Português / English

Do primeiro impacto causado por nomes como Joy Division, Bauhaus, Siouxsie and The Banshees e The Sisters Of Mercy, logo vieram uma infinidade de bandas que ajudaram a fomentar o gótico como estilo e cena musical, originando bandas até os dias de hoje, mantendo viva – em meio as sombras – a chama do Gothic Rock.

Entre elas está o Grooving in Green, surgido das cinzas do Children On Stun e com um respeitável histórico de 10 anos de existência, 3 álbuns, sendo o segundo, Stranglehold, alcançando o 1º lugar na parada alemã, e, até o momento, contabilizando mais de 100 shows em território europeu. Contando com norte-irlandês Tron (ex-Solemn Novena) nos vocais, Pete Finnemore (Children On Stun) nas guitarras, a italiana Switchblade Switch no baixo e Simon Rippin (ex-Fields Of The Nephilim) na bateria, a banda segue divulgando seu mais recente e poderoso álbum A Second Chance…, mostrando uma nova e moderna cara para o gótico; cortesia da produção, assinada por Simon Rippin.

Na estreia das entrevistas do Class Of Sounds, uma banda esbanjando boa vontade e também sinceridade, com detalhes sobre o processo criativo envolvendo o novo álbum e pensamentos e visões de mundo, incluindo o atual cenário gótico e político mundial. Confira!

Olá! Muito obrigado por falarem com o Class of Sounds.  Como vão?

Tron: Muito bem, obrigado por perguntar! É ótimo lançar mais um álbum.
Pete: Ótimo, bastante ocupado, mas me sentindo muito bem.

Como surgiu a ideia de formar o Grooving in Green? A banda surgiu das cinzas do Children On Stun, certo?

Tron: Bem, a banda foi iniciada por Pete Finnemore (guitarrista) em 2008 – ele estava querendo voltar a gravar depois de um hiato de 14 anos. Ele entrou em contato com Simon Manning (RIP), com quem ele já esteve em uma banda. Eles fizeram algumas demos, divulgaram na internet e anunciaram que estavam procurando por um cantor no site Myspace. Eu fiz o teste no final de 2008 e, felizmente, eles gostaram do que ouviram e eu entrei para a banda oficialmente no começo de 2009. Em 2014, nós tínhamos 2 álbuns lançados e Simon Manning decidiu sair da banda. Nós estávamos procurando por um novo baixista e baterista: Switchblade Switch entrou no baixo depois de enviar algumas audições online e Thomas T Cat entrou para a bateria. Em 2015, no entanto, pouco depois de gravarmos o nosso primeiro videoclipe, Thomas infelizmente faleceu (dentro de algumas semanas o Simon também morreu). Nós precisávamos de um novo baterista e, felizmente, Stephen Carey, que gravou ambos os nossos álbuns, nos indicou Simon Rippin, que assumiu o cargo e está conosco desde então.

Pete: Um pouquinho de fofoca, G.I.G. surgiu depois de uma discussão com minha ex-namorada. Ela disse que eu estava desperdiçando meu talento não estando em uma banda. Isso me incomodou, então eu fui ao Myspace e criei o logotipo. Então escrevi minha primeira música, que por acaso foi “Escape Myself”.

Grooving in Green ao vivo

O terceiro álbum ‘A Second Chance…’ acabou de sair, mas já dá para ter uma ideia da repercussão?

Tron: É difícil ter 100% de certeza, pois pode ser bem complicado obter feedback com a maneira como os algoritmos do Facebook funcionam. Todos os comentários de pessoas que compraram o CD de nossos shows em maio e desde o lançamento oficial foram muito positivos – é uma ótima sensação ver quaisquer comentários depois de todo o tempo necessário para fazer o álbum. Eu sempre adoro ver quais músicas são favoritas e por quê!

Pete: Parece que está indo bem, estamos recebendo uma ótima resposta dos DJs. É difícil quando você envia links e solicita endereços para enviar cópias físicas para várias revistas e indivíduos que nem sequer respondem. Isso é muito desanimador, e tudo que você pode fazer é tentar focar no que está fazendo.

O novo álbum soa mais pesado em relação aos trabalhos anteriores da banda. A que se deve isso?

Tron: Pessoalmente eu não sei se descreveria a música como sendo mais pesada talvez soe assim porque agora temos um baterista e uma baixista fixos na banda, enquanto que anteriormente a bateria era toda programada e o baixo era uma tarefa adicional para Simon M.

A música geralmente sai naturalmente da banda o que quer que pareça “certo” para tocarmos juntos. Não costumamos entrar no estúdio e dizer “vamos fazer uma faixa lenta / trilha pesada” etc, sabe? Eu acho que com os 4 membros da banda estamos trazendo um leque mais amplo de influências e como resultado disso, algumas delas podem ser um pouco mais pesadas que outras influências.

Pete: Eu acho que o aspecto completo da banda irá somar isso, mas por um lado, eu acho que é porque agora eu toco todas as guitarras, é uma progressão natural, já que é mais o meu estilo.

Switch: Música vem naturalmente, gostamos de passar alguns dias em estúdio, tocando. Nós todos gostamos de muita música e temos influências diferentes. Nós apenas nos sentimos “rock’n’roll” e deixamos a música “acontecer”. Então, todas as músicas nascem de maneiras diferentes: poderia ser Simon e eu tocando bateria e baixo, ou Pete vindo com um riff, ou Tron com uma melodia nos vocais. Nós nos divertimos em estúdio tocando sons e é assim que nosso álbum nasce.

Capa do novo álbum A Second Chance…

Percebe-se também momentos mais viscerais de bandas como The Cult e The Sisters Of Mercy, e até um dub foi permitido em “Online Activist”, resultando em uma sonoridade própria. O que vocês ouvem?

Tron: As letras do álbum foram escritas entre 2016 e 2017 – foi gravado principalmente em 2018 depois que tocamos algumas das faixas ao vivo e ajustamos alguns detalhes. Durante esse tempo, acho que todos nós estávamos ouvindo vários artistas diferentes. Pete é fã dos primeiros discos do Sisters e Cult, então essa influência provavelmente aparece em algumas faixas, enquanto Simon não tem muito tempo para o Sisters e sua bateria tem influências completamente diferentes que não são muito góticas. Switch ama The Cure, Duran Duran e a fase inicial do Christian Death. Eu mesmo tenho escutado rock progressivo nos últimos anos e coisas shoegaze, assim como rock alternativo dos anos 90, que eu ainda amo.

Eu não acho que a banda foi coletivamente estabelecida em uma influência particular para qualquer música, mas eu não ficaria surpreso que algo subliminar pode ter saído em nossas composições.

A Little Soul definitivamente é uma carta de amor para a era Love do The Cult, mas inicialmente não foi composta com essa intenção haha.

Pete: Eu ouço tanto que, na verdade, nada do lado de fora influencia a música para mim. Eu costumo interpretar o que parece certo para o disco, não importa o estilo ou som que seja.

Switch: Porra, eu amo John Taylor !!!

Outro ponto notável em ‘A Second Chance…’ são as letras. A atual situação política mundial teve alguma influência?

Tron: É engraçado – depois de terminar o segundo álbum (Stranglehold) eu me lembro de me preocupar com o fato de haver muitas faixas com temas políticos. Portanto, eu pensava que um terceiro álbum voltasse para uma temática mais pessoal. No entanto, acho que com o resultado da votação do Brexit no Reino Unido, a eleição de Donald Trump e o aumento perturbador nos partidos de extrema direita e fascistas em todo o mundo (veja mais recentemente –  Bolsonaro no Brasil) eu tive que escrever algo expressando minha decepção, raiva e desgosto com o estado atual do mundo. Eu não acho que poderia ter em boa consciência e apenas ignorar a miríade de questões que o mundo está enfrentando agora. A faixa-título “A Second Chance” é um ponto de partida que você coloca para os problemas que o restante do álbum aborda.

Alguns artistas góticos  (ou que vieram do) como Sean Brennan do London After Midnight e Brendan Perry do Dead Can Dance já demonstraram publicamente seu descontentamento político. Sob este prisma, pergunto: ativismo na música, pode?

Tron: Vou ser sincero – quando comecei a ouvir música, não gostava muito de política na minha música. Para mim a música era uma fuga do mundo –  muitas vezes ainda pode ser. O problema com os políticos e, certamente, com a crescente crise global em todo o mundo é que eles cagam se você estiver interessado ou não. Vai influenciar profundamente sua vida, esteja você enterrando sua cabeça na areia ou não. Acredito que é responsabilidade de todos – músico, balconista ou mãe solteira desempregada –  falar contra as injustiças e as atrocidades cometidas por ditaduras ou por falsas democracias usando termos como “a vontade do povo” ou “fake news”. Eu anseio pelo dia em que o mundo não esteja sonambulando de volta ao fascismo ou permitindo que o planeta e o meio ambiente sejam destruídos a custo de lucro a curto prazo para indivíduos ou corporações já insanamente ricas. Talvez quando resolvermos essa merda, eu possa começar a escrever histórias assustadoras em cemitérios ou mostrar letras de Lovecraft ou Crowley!

Pete: Sempre foi um ótimo meio de ativismo político, uma música e uma letra podem transmitir um sentimento. A força e a convicção das letras podem fazer as pessoas pensarem. Todos nós precisamos fazer isso agora.

Como está a cena gótica inglesa atualmente? Indicações de bandas?

Tron: A cena parece estar tentando ser um pouco mais inclusiva nos dias de hoje – o relativamente novo Tomorrows Ghosts Festival registra um lineup bastante diversificado que não é estritamente gótico e o Infest agora expandiu para incluir bandas que vão além do estilo EBM ou Industrial (Peter Hook, por exemplo, estava no line up no ano passado). Espero que continue a ser mais diversificado e menos sobre o bullying com pessoas que gostam de diferentes subgêneros, como tem sido frequentemente o caso no passado.

Bandas inteligentes –  Sometime the Wolf definitivamente vale a pena dar uma olhada, seu próximo álbum provavelmente irá colocá-los no mapa. Naut também merece uma conferida. Como vivo na Irlanda do Norte, eu não tenho a chance de ver muitas bandas góticas por aqui.


Pete: Existem muitas bandas boas no momento e nós tocamos com algumas delas, são muitas para mencionar. Por exemplo, algumas que tocarão conosco em nossos próximos shows, Sometime the Wolf, Faces Of Sarah e The Nosferatu. Todas boas e diferentes entre si, há qualidade e divergência, o que é muito saudável.

Hoje em dia muitos artistas estão validando seu sucesso de acordo com os “likes” que recebem. Como seria o sucesso para o Grooving in Green?

Tron: Sucesso para mim é fazer música de que me orgulho e que eu também goste de tocar ao vivo com a banda. Eu acho que essa é a primeira grande barreira do sucesso –muitas faixas no segundo álbum não funcionaram tão bem para mim, então ter algo em que estou pessoalmente satisfeito realmente ajuda. A resposta da audiência também é a outra principal medida para o sucesso – se você pode escrever músicas que te deixa feliz e isso também agrada os outros musicalmente ou liricamente, isso é uma sensação incrível. Ver as pessoas cantando ou dançando junto ao tocar a música ao vivo – para mim é disso que se trata.

Pete: Primeiramente, nós compomos músicas que nos deixam felizes, e se as pessoas curtem, então é ótimo. Eu estou realmente orgulhoso com este álbum e já estou animado com o próximo, que está bem encaminhado.

Switch: É estúpido medir [o sucesso] por curtidas nas redes sociais, tem muita gente que odeia estar no Facebook ou no Instagram. Eu prefiro olhar o que acontece quando tocamos ao vivo, ou quando lançamos material.

E os planos para a turnê? Alguma “primeira chance” de virem para a América do Sul?

Tron: Eu acho que falo por toda a banda quando digo que adoraríamos visitar e tocar na América do Sul se tivéssemos a chance de fazê-lo. Eu sempre quis visitar como turista – então, tocar na América do Sul com uma banda seria uma honra e privilégio. Se alguém puder ajudar por todos os meios – entre em contato com nosso agente e vamos fazer isso acontecer!

Pete: Faço das palavras de Tron as minhas, adoraria tocar na América do Sul, seria uma honra. Infelizmente, você precisa de promotores, etc para ajudar a tocar em qualquer lugar. Se continuarmos fazendo o que estamos fazendo, talvez possamos chamar a atenção de alguns interessados. E como Tron disse, se você puder, por favor entre em contato conosco e nós faremos isso acontecer.

Switch: Sim, por favor: nos ajude a fazer acontecer!

Agora, uma curiosidade: 3 discos que sempre estarão com vocês e 1 que jogariam no lixo.

Tron: Ooh, apenas três? Nine Inch Nails – The Fragile, Guns n’ Roses – Appetite for Destruction, Nick Cave & the Bad Seeds – Henry’s Dream. Para o lixo: Yeah Yeah Yeah’s – Mosquito.

Pete: Depende do meu humor na hora de responder, a única constante seria The Cult – Love (nossa, que choque lol), Sisters – First And Last And Always então eu fico agarrado nisso. Therapy, Ministry, Nine Inch Nails, etc. Um para o lixo, Kanye West, apenas o Kanye West e não o álbum dele.

Switch: The Damned: Phantasmagoria, Smashing Pumpkins: Mellon Collie And The Infinite Sadness, Duran Duran: Rio.

Considerações finais? O espaço é de vocês.

Tron: Muito obrigado pelas perguntas e apoio – fiquem ligados para novas músicas do Grooving in Green, continuem nas sombras.

Pete: Obrigado por uma ótima entrevista e pelo seu apoio.

Obrigado!

Influenced by names such as Joy Division, Bauhaus, Siouxsie, and The Banshees, and The Sisters of Mercy, a lot of bands were formed to promote the gothic ideals through music and lifestyle. This was the start of groups that, in beneath the shadows, kept the Gothic Rock burning its flame.

Grooving in Green is one of these bands. Originated from Children on Stun, they built a respectable career in the past ten years encompassing more than one hundred concerts in Europe (and counting!), and three albums. Stranglehold, their second record ranked first place in top-selling charts in Germany. The group is formed by Northern-Irishmen Tron on vocals (former Solemn Novena), Pete Finnemore on guitars (previously on Children on Stun), Simon Rippin (ex-Fields Of The Nephilim), and the Italian bassist Switchblade Switch.

Currently, G.I.G. is working on promoting its new release, the compelling album entitled, A Second Chance. The new material reveals a fresh and modern face of goth music, produced by the drummer Simon Rippin.

Inaugurating the interview series, Class of Sounds presents Grooving in Green. Check out this band’s details on the creative process used in their new album as well as their thoughts on the goth scene and the political state we are in the world. Enjoy!

Hi! Thank you very much for accepting this interview with Class of Sounds. How are you doing?

Tron: Very good thanks for asking – feels great to have a new album out again.

Pete: Great cheers busy, but feeling pretty good.

How did you all start the band Grooving in Green?

Tron: Well, the band was started by Pete Finnemore (guitarist) in 2008 – he was wanting to get back to recording music after a 14 year absence from it. He contacted Simon Manning (RIP) who he had previously been in a band with. They done some demos, stuck those online and advertised they were looking for a singer on Myspace. I auditioned late 2008 and thankfully they liked what they heard and I joined the band officially in early 2009. By 2014, we had 2 albums out & Simon Manning had quit the band. We were looking for a new bassist & drummer: Switchblade Switch joined on bass after sending some auditions online & Thomas T Cat joined on drums. In 2015 however shortly after recording our first music video Thomas sadly passed away (within a few weeks Simon did too). We needed a new drummer and thankfully Stephen Carey who had recorded both our albums pointed us in the direction of Simon Rippin who took up the mantle and has been with us since.

Pete: A little bit of gossip, GIG was started after an argument with my ex. She said I was wasting my talent not being in a band. That annoyed me so I went next door started a Myspace and designed the logo. Then went about writing my first song, incidentally “Escape Myself”.

Tron (Photo: Promo)

Your third album – A Second Chance – has just been released. Do you have any idea on how it has been received by your audience?

Tron: It’s hard to be 100% sure as it can be tricky to come across feedback with the way Facebook algorithms work. All the comments from people who have bought the CD from our gigs in May and since the official launch have been very positive though – it’s a great feeling to see any comments after all the time taken to make the album. I always love seeing which songs are peoples favourites and why!

Pete: It seems to be going down well, we are getting a great response from the DJ’s. It is hard when you send links and request addresses to send physical copies to various magazines and individuals and they do not even respond. That is very disheartening, all you can do is try and put the hours in which we do.

The new album sounds heavier as compared to your previous works. What influenced the band to play like that?

Tron:
I don’t know if I personally would describe the music as being heavier – perhaps it comes across in that way though with the fact we have an actual full time drummer and bassist on board now whereas previously the drums were all programmed and the bass was an additional duty for Simon M.
The music usually just comes out naturally from the band – whatever feels “right” for playing together. We don’t tend to go in and say “let’s do a slow track/heavy track” etc you know? I think though with 4 members of the band we are bringing in a more expansive set of influences and as a result of that some of those may be slightly heavier than other influences.


Pete: I think the full band aspect will add to that, but as an aside I think for me it is because I now play all the guitars it is a natural progression as that is more my style.

Switch: Music comes naturally, we like to spend a couple of days in studio, jamming. We all like a lot of music and we have different influences. We just feel “rock’n roll” and let the music “happens”. So all the songs are born in different ways: it should be Simon and me playing some drum&bass, or Pete coming with a riff, or Tron with a melody for his vocals. We have fun in studio playing with sounds and this is how our album is born.

I have noticed some moments that the band sounds more hard rock, guitar oriented, and raw. On the other hand, there are some dub-influenced ideas in “Online Activist,” resulting in a different mixture. Honestly, most of the work reminded me of The Cult or The Sisters of Mercy. Were you listening to something specific during the recording period that inspired you?

Tron: The album was written between 2016 and 2017 lyrically – it was mostly recorded in 2018 after we had played some of the tracks live and smoothed off the rough edges. During that time I think we’d all been listening to various different artists. Pete is a fan of early Sisters & Cult so that influence probably comes across on some tracks whereas Simon doesn’t have much time for the Sisters and his drums have completely different influences that aren’t very gothy at all. Switch loves the Cure & has a lot of love for earlier Duran Duran as well as early Christian Death. I myself – I’ve been listening to more progressive rock over the last few years & shoegaze stuff as well as 90s alt rock that I still love. I don’t think the band was collectively settled on a particular influence for any song but I wouldn’t be surprised that something subliminally may have come out in our writing together.
A Little Soul definitely is a love letter to the Love-era Cult for sure but it wasn’t intentional initially haha.


Pete: I listen to so much that in truth nothing outside influences the music for me. I tend to play what feels right for the son no matter what style or sound that is.

Switch: I fuckin’ love John Taylor!!!

Pete Finnemore (Photo: Michael Nowakowski)

The lyrics in “A Second Chance…” are remarkable. Has the current political situation in the world served as a frame to write the words?

Tron:
It’s funny- after finishing the second album (Stranglehold) I remember worrying that there were too many political tracks on it and I had intended then for a third album to go back to more personal sound writing. However I think with the result of the Brexit vote in the UK, the election of Donald Trump and the disturbing rise in far right and fascist parties throughout the world (see most recently – Bolsonaro in Brazil) I had to write something expressing my disappointment, anger and disgust at the current state of the world. I don’t think I could have in good conscious just ignored the myriad of issues the world is facing right now. The title track “A Second Chance” is a starting frame as you put it for the issues the rest of the album addresses.

Some gothic artists (or gothic influenced artists) like Sean Brennan (London After Midnight) e Brendan Perry (Dead Can Dance) have already publicly stated their disbelief in the political scenario. Do you agree with activism in music?

Tron: I’ll be honest – when I first started listening to music I didn’t really like politics in my music. For me music was an escape from the world – it often still can be. The problem with politics and certainly, the escalating global crisis throughout the world is that it doesn’t really give much of a shit if you are interested or not. It’s going to profoundly influence your life whether you bury your head in the sand or not. I’ve come to believe that it is everyones responsibility – be they a musician, shop clerk or unemployed single mother – to speak out against injustice and atrocities being carried out be it by dictatorships or sham democracies using terms like “will of the people” or “fake news”. I long for the day the world isn’t sleepwalking back into facism and allowing the planet & environment to be destroyed for the sake of short term profit for a few already insanely rich individuals or corporations. Maybe once we sort that shit out I can start writing about spooky times in graveyards or liberally lifting lyrics from Lovecraft or Crowley!

Pete: It has always been a great medium for political activism, a song and lyrics can convey a feeling. The strength and conviction of the lyrics can make people think. We all need to be doing that right now.

How is the current English goth rock scene? Any bands you guys like?

Tron: The scene does seem to be trying to be a little more inclusive these days in the UK – the relatively new Tomorrows Ghosts Festival books a fairly diverse lineup that isn’t strictly goth rock and Infest has now expanded to include bands beyond being strictly EBM or Industrial (Peter Hook for instance was in the line up last year). Hopefully it will continue to be more diverse and less about bullying people who like different sub-genres as has often been the case in the past.

Bands wise – Sometime the Wolf definitely are worth a look, their upcoming album will likely put them on the map. Naut are also worth a look. Living in Northern Ireland I don’t get a chance to see many goth bands here.


Pete: There are a lot of good bands at the moment and we get to play with them, too many to mention. For example a few in our next gigs Sometimes The Wolf, Faces Of Sarah and The Nosferatu.  All good and all different in style to each other, there is quality and divergence which is very healthy.

Switchblade Switch (Photo: Promo)

Nowadays, a lot of artists measure their success based on the “likes” they get from their fans on the internet. How do you define Grooving in Green’s success?

Tron: For me personally it is making music I am proud of and that I can also enjoy playing live with the band. I think thats the first major hurdle of success-  there was a lot on the second album that didn’t work out so well for me so having something I am personally satisfied with really helps. Audience response is also the other main measuring stick for success – if you can write music you are personally happy with that also resonates with others musically or lyrically that is an incredible feeling. To see people sing along or dance along when playing the music live- to me that is what this is all about.

Pete: Primarily we write songs we are happy with and if people enjoy it, then that is great. I am really proud of this album and am already excited for number 4 which is well underway.

Switch: It’s stupid to measure it by likes on social networks, there are a lot of people that hate to be on Facebook or Instagram. I prefer to look what happens when we play live, or when we release material.

What are the plans for this upcoming tour? Will you give South America “A First Chance?”
Tron: I think I speak for all of the band when I say we would love to visit and play South America if given the chance to do so. I’ve always wanted to visit even as a tourist – to play any of South America as a band would be an honour and privilege. If anyone can assist by all means – please contact our manager and lets make this happen!

Pete: Would love to play South America, echoing Tron it would be an honour to. Sadly to play now you need promoters etc to help. If we keep doing what we are doing then maybe we will catch the eye of some. And as Tron says if you can please contact us and we will make it happen.

Switch: Yes please: help us to realize it!

Simon Rippin (Photo: Promo)

I am curious about one thing: can you list three records that you will listen to for the rest of your lives and one that you would throw in the trash can?

Tron: Ooh just three? Nine Inch Nails – The Fragile, Guns n’ Roses – Appetite for Destruction, Nick Cave & the Bad Seeds- Henry’s Dream. For the trash: Yeah Yeah Yeah’s – Mosquito.

Pete: It depends on my mood at the time of answering, the one constant would be The Cult – Love (there’s a shocker), Sisters – First And Last And Always then I am stuck. Therapy, Ministry, Nine Inch Nails etc. One for the trash, Kanye West, just Kanye West not his album, just him.

Switch: The Damned: Phantasmagoria, Smashing Pumpkins: Mellon Collie And The Infinite Sadness, Duran Duran: Rio.

Do you have any final comments? The floor is all yours.

Tron:
thanks very much for the questions & support- keep your eyes peeled for new music from Grooving in Green, keep it dark.

Pete: Thank you for a great interview and for your kind support

Thank you again!


Entrevista: Luiz Athayde
Revisão: Andrey Gonçalves
Fotos: Divulgação

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