Góticos contra o Racismo: artistas se posicionam nas redes sociais
Imagem: Reprodução/Kristín Johnsen

Góticos contra o Racismo: artistas se posicionam nas redes sociais

Protestos de Sopor Aeternus, Grooving in Green, Lebanon Hanover e muitos outros tomaram a internet nesta terça

Por Luiz Athayde

Mais uma vez os Estados Unidos se encontra em chamas. Há tempos não cabem nos dedos a quantidade de episódios envolvendo brutalidade policial, especialmente com afro-americanos.

E o mais recente caso ocorrido e continuar reverberando é o de George Floyd, de 46 anos, morto ao ser asfixiado durante uma abordagem policial em Minnesota, no último dia 25 de maio.

Diferente por exemplo dos distúrbios raciais de Los Angeles em 1992, o caso de Minnesota vem tomando proporções gigantescas, inclusive com o advento da internet e a voracidade das redes sociais, surgindo o movimento Black Lives Matter, ganhando projeção nas mais diversas áreas e empresas do setor cultural; seja grandes gravadoras ou os pilares do serviço streaming, como Spotify e o Bandcamp, que anunciou que irá disponibilizar 100% de sua receita em prol de organizações que lutam a favor dos direitos civis.

No âmbito puramente musical, o mote é “The Show Must Be Paused”, ou, no bom português, “o show tem de parar”. O slogan propõe interrupção das atividades nesta terça (2), em protesto contra a violência policial que matou o segurança negro.

Artistas das mais variadas esferas musicais aderiram a campanha, e nada diferente, outro grupo também pintou de preto as redes sociais: os góticos; ao menos, em parte.

Desde as primeiras horas deste dia, bandas do cenário pós-punk, darkwave, synthpop e afins reagiram, postando uma imagem preta, em luto.

Do Plastique Noir do Nordeste ao The Secret Society no Sul do Brasil; Grooving in Green na Inglaterra, She Past Away, na Turquia, Twin Tribes no Texas e até mesmo o alemão Sopor Aeternus, da “anti-tudo” Anna Varney Cantodea se manifestaram com os dizeres: “vidas negras importam” ou simplesmente sem legenda.

Na verdade quando os outrora anti-establishment Frontline Assembly e Skinny Puppy deram as caras – através das redes sociais de alguns de seus integrantes – foi para chamar atenção ao vandalismo praticando por uma parcela de manifestantes.

Bill Leeb (FLA) se ateve a mostrar imagem de um estabelecimento (de vários) em chamas, dizendo “uma noite de caos”, enquanto que cEvin Key (SP), após denunciar saques em pequenos estabelecimentos, perdeu a razão entrando em um bate-boca virtual com alguns fãs, em um embate guiado pelo prisma do ego.

Não menos importante, os germânicos do Futurepop VNV Nation preferiram citar Nelson Mandela à usar uma longa tarja preta:

“Ninguém nasce odiando outra pessoa por causa da cor de sua pele, de sua origem ou de sua religião. As pessoas precisam aprender a odiar, e se elas podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar, pois o amor vem mais naturalmente ao coração humano do que seu oposto.”

Veja mais abaixo.



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